SANTAELLA, Lúcia. O leitor ubíquo e suas consequências para a educação. Disponível em http://www.agrinho.com.br/materialdoprofessor/o-leitor-ubiquo-e-suas-consequencias-para-educacao. Acesso em 08 abr. 2019.
* Considerações:
- Quem são os usuários de redes sociais;
- O uso das redes sociais na educação;
- Tudo voltado ao leitor e os novos conceitos de leitura;
- Um experimento com o Facebook.
Expansão do conceito de leitura
Ler vai além das escritas gráficas alfanuméricas, o leitor de hoje além de ler textos, lê figuras, sinais, imagens, desenhos, vídeos e transita no ciberespaço constituído da rede de computadores que interliga o mundo, lendo todas as possibilidades combinatórias que geram a informação, neste espaço surge também uma nova socialização.
A autora defende que o conceito de leitura acompanha a expansão das possibilidades de leitura. Assim divide os leitores em três tipos:
- O leitor contemplativo: é o leitor da era do livro impresso e da imagem expositiva. Para ele ler é momento de encontrar-se no silêncio, explorar quantas vezes necessárias forem, manusear e decidir o tempo que pode usar para a leitura destes objetos que se firmam no tempo. O melhor lugar para isso é o espaço da biblioteca, longe das movimentações mundanas.
- O leitor movente: Filho da revolução industrial, o homem na multidão, leitor do mundo em sua dinâmica, com suas misturas de linguagens. O imediatismos do crescimento dos centros urbanos, trouxe a leitura superficial, rápida e noticiada no jornal, tornando o leitor fugaz, de memória curta mas ágil. A rapidez do mundo em que o leitor movente está inserido e a quantidade de informações de diferente s linguagens o conduz a um pensamento associativo, intuitivo e sintético.
- O leitor imersivo: o leitor oriundo das redes computadorizadas. Suas habilidade vão além do leitor dos impressos e também do leitor de televisão ou imagens e vídeos. Ele imerge na leitura, transitando entre nós que são moldados por suas intervenções. Sua navegação é ilimitada e os diversos objetos de leitura são virtualmente disponíveis pela eternidade.
Com o passar do tempo outro tipo de leitor surge, o leitor ubíquo. Para entendermos este leitor, a autora nos leva a outras reflexões primordiais.
Redes sociais e mobilidade
Na linha do tempo da tecnologia digital apresentada por Santaella, o computador passa de uma caixa que armazena dados, e da pequenos dispositivos de modo agenda para o uso da Web 1.0 onde a conexão com o mundo através da internet permite disponibilizar, buscar, ter acesso e ler materiais de diferentes formas, O passo seguinte a Web 2.0 muda o mundo, a sociedade, as formas de interagir e de conhecer, a tecnologia chega ao ponto de softwares que comunicam-se instantaneamente, redes de iteração, compras e vendas virtuais, encontros de grupos ... a explosão das redes sociais e a instantaneidade das trocas.
Eis que surge a possibilidade estar conectado e em movimento, longe das estações computacionais, os telefones que antes eram para ligações de áudio transformam-se em smartphones e as plataformas tecnológicas cabem no bolso e permitem o leitor estar em movimento e mover-se entre os extremos da rede também. Assim a facilidade de interagir com as redes sociais possibilitou o surgimento do leitor ubíquo deste espaço de hipermobilidade.
O perfil cognitivo do leitor ubíquo
"A ubiquidade refere-se a sistemas computacionais de pequeno porte, e até mesmo invisíveis, que se fazem presentes nos ambientes e que podem ser transportados de um lugar a outro." (p. 35). O leitor movente que está em determinado espaço físico lendo as informações contidas na urbanização, pode do seu celular, sem sair do lugar, acessar o ciberespaço e estar conversando com alguém ou um grupo muito próximo ou muito distante, sua mente processa e lê os espaços, físico e ciber , paralela e conjuntamente possibilitando que o sistema nervoso ligue seu corpo através de estímulos que tornam este leitor com atenção continuamente parcial.
Um tipo de leitor que possa surgir não elimina com o outro tipo de leitor, logo, em virtude dos processos cognitivos e para ganhar espaço junto aos jogos e vídeos, fotos, músicas, textos, informações e comunicação social que as tecnologias digitais trazem, a educação precisar trabalhar com a possibilidade de contemplar as habilidades desenvolvidas por todos os tipos de leitores e não tentar substituir uma por outra.
Um projeto realizado na Argentina em 2009, FACEBOOK, é apresentado como relato de experiência.
O que é o Facebook
É uma plataforma que permite a convergência midiática pelo uso de prossumidores (produtores e consumidores do conteúdo). Para entrar neste espaço o usuário cadastra-se constrói um eu como forma de identificação, pode participar de formas diferentes: com grande abrangência, em grupos, diretamente para outro usuário ou até em suas exposições para quem quiser interagir. São as movimentações dentro deste espaço que determinam a sociabilidade do usuário em relação aos manifestos e trocas.
Relato de caso
A pedagogia das mídias aborda dois principais eixos de estudo:
- A educação para e sobre as mídias, ela é o tema e o objeto da educação;
- A didática das mídias, as mídias são ferramentas para se alcanças os objetivos das matérias.
O caso levou em consideração os dois aspectos, voltados a explorar o software a fim buscar novas possibilidades educacionais nas transações e interações que ele propicia.
O projeto de uso do Facebook dividiu os participantes, de modo a não desviar o foco do trabalho em 4 funções:
- Líder do processo (professor);
- Integrador: dá apoio as produções;
- Documentarista, filtra e registra dados, gera documento geral;
- Multimidialista: produz meios multimídia.
O projeto foi utilizado em curso de graduação. (podendo adaptar-se)
Aceitar as novas formas de comunicação sociais como são e possibilitar a aprendizagem através de seus conceitos pode ser trabalhoso para educandos e educadores, mas suas abordagens podem trazer algo novo se soubermos filtrar as situações inesperadas e usar as novidades á favor da educação.
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