domingo, 16 de setembro de 2018

13-09-2018 _ Autonomia no Estudo a Distância - Considerações Finais

          Iniciamos este componente curricular com opiniões diferentes sobre o tema norteador – Estudo a Distância.
          As ideias trazidas pelo autor Paulo Freire, mostram a preocupação com a educação autônoma desde antes das plataformas digitais. Incentivar o ser humano, enquanto aluno, a buscar sua autonomia em relação ao seu aprendizado é partir das experiências vividas pelo mesmo e instigar a busca do saber para suprir suas curiosidades e necessidades tornando-se coautor da construção do seu conhecimento.
          No momento em que tivemos contato com as ideias dos autores Maia e Mattar com o texto “Novos papéis para o aluno” comecei a repensar minhas práticas em relação ao comprometimento que preciso ter com as atividades a distância. Na visão destes autores, e concordo com eles, o aluno passa a ser responsável pelo seu conhecimento, reafirmando Paulo Freire, nas plataformas de EaD, o aluno busca sua formação, ele precisa ler e interagir de fato, para mostrar que compreende o assunto estudado, o aluno é o pesquisador e norteador da aprendizagem. Com isso o professor também tem suas funções redefinidas, neste contexto o professor não é mais aquele que sabe antes e expõe as aulas para serem absorvidas pelo aluno.
          A educação a distância nos traz a possibilidade de estudar em lugar e tempo distintos, cobrando nossa organização e nosso comprometimento com o curso de forma a evidenciar a participação em chats, grupos de estudo, plataformas de ensino com a ciência de que o conhecimento é construído como em uma sala de aula, com a colaboração e opinião dos outros.
          Hoje, após as discussões sobre o tema, principalmente com os apontamentos trazidos pelas leituras de Palloff e Pratt sobre o aluno virtual, sabemos que o ensino a distância exige muito do aluno, se ele não é capaz de organizar-se com horários e compromissos, se não ter conhecimento mínimo de etiqueta para comunicação em ambiente educacional, certamente, não concluirá um curso de EaD.
          Concluo este componente curricular muito satisfeita, além das discussões sobre os textos e estudo virtual, tive a oportunidade de conhecer ferramentas que nunca tinha usado e que muito facilitam a organização pessoal como a agenda do Google, a comodidade de organizar ideias e fotos que o Blog proporciona e até mesmo lembrar de usar fontes seguras de pesquisa como Periódico Capes e Google acadêmico. Espero que os demais componentes curriculares nos tragam experiências construtivas como as que vivenciamos neste. Construímos conhecimento bem como nossos estudos nos fizeram refletir sobre nossas práticas como alunos e como professores.

14/09/2018 - Aprendizagem Autônoma: o desafio de aprender

Referência:
BUOGO, Ana Lucia; CHIAPINOTTO, Diego; CARBONARA, Vanderlei (Org.). O desafio de aprender: ultrapassando horizontes. 2. ed. atual. Caxias do Sul, RS: EDUCS, 2011.

Considerações e apontamentos sobre a leitura:

1- Três dimensões do estudante universitário:

1.1 A problematização - o estudante problematizador
          Aluno curioso e desconfiado, aquele que busca conhecimento mas não aceita como verdade qualquer fato apresentado sem uma reflexão crítica.

1.2 A pesquisa - o estudante investigador (ou pesquisador)
          Enfatiza o papel do aluno como investigador do conhecimento, um aprendizado amplo dar-se-á com a participação do aluno investigativo e não com um aluno que apenas é espectador de uma boa aula.

1.3 A atitude colaborativa - o estudante parceiro (ou colaborador)
          Estudar é um processo colaborativo, onde as trocas estabelecem um processo de construção do conhecimento em parceria. Nem sempre estudar sozinho e isolado trará sucesso na aprendizagem.

2- O estudante como protagonista de sua aprendizagem
          Aprender não é decorar, só aprendemos se formos capazes de reconstruirmos o objeto de estudo e aplicar estabelecendo relações.
          O estudante universitário é responsável pela organização de seu próprio estudo, cabe a ele tomar por hábito a investigação organizando-se para a dedicação aos estudos de acordo com suas necessidades e adaptações.

          Dicas:
         *  ter sempre horários para dedicação ao estudo;
         *  reconheça-se como responsável pelos seus estudos;
          * "saber o momento de parar sem prejudicar a aprendizagem";
         *  mantenha um planejamento para os estudos em ciclos e para atividades específicas;
         *  além do tempo deve-se organizar o espaço de estudo;
         *  manter fora de alcance as possibilidades de distração, para realizar uma atividade por vez, e bem feita;
         * tenha sempre material de estudos a mão e organizado para não desistir de procura-los na hora do estudo;
         *  material para anotações sempre a disposição, pode ajudar a não perder uma boa consideração.

Conclusão:
          A autonomia que se espera do estudante universitário, é viável pois trata-se de um adulto que busca uma formação, e entende-se assim que falamos de um aluno que sabe o que está buscando e por tanto é capaz de organizar-se para atingir seus objetivos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

02/09/2018_Tempo e comprometimento

Referência:
PALLOFF, Rena M.; PRATT, Keith. O aluno virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Exposição de fatos:
  • Todos os alunos, antes de escolher um curso com ensino EaD, devem considerar seu tempo e seu comprometimento com o curso;
  • Cuidar da sobrecarga de atividades para não ficar exausto com a dedicação em tudo que se compromete;
  • Comprometer-se com o estudo e com a vida pessoal;
  • É importante gerenciar o tempo com atividades importantes.
Questões:
          Eu, como aluna, tenho comprometimento com minhas organizações para atender com eficácia e eficiência minhas necessidades educacionais?

Ações:
         Tomar conhecimento das ideias dos autores;
          Utilizar ferramentas para organização pessoal do tempo.

Dúvidas/apontamentos sobre a leitura:

          O estudo EaD não é a forma mais fácil de conseguir uma conclusão de curso;  exige mais tempo para estudo e muito comprometimento real por parte dele e também do professor.
          Princípios básicos de gerenciamento do tempo:
          Organizar objetivos a fim de priorizá-los.
         Gilber, 2001, citado pelos autores neste livro, afirma que estima-se a necessidade de 12 a 15 horas de estudos semanais para dedicação a um curso on-line.
          Para ter um bom aproveitamento e de fato realizar as atividades de cursos digitais, é preciso ter estabelecidas as horas que efetivamente tens para estudar, descontar tempos para trabalho, família e outros compromissos. 
          Estabelecendo objetivos
     Neste texto os autores lembram da importância de cumprir com os agendamentos, usar um calendário para registrar os compromissos com o tempo, e claro que em alguns casos, o tempo precisará ser ajustado, uma vez que alguns assuntos podem exigir mais tempo para compreensão.
          Estabelecendo Prioridades
          Levaremos em conta dois vetores: Importância e a urgência de cada objetivo estabelecido.
      · Nem importante nem urgente: são atividades necessárias para recarregar nossas baterias para atividades mais exigentes, porém que não devem ser priorizadas como gastar o tempo com jogos, televisão, celular, redes sociais, vídeos, enfim, entretenimento;
        · Não importante, mas urgente: Antes de priorizar como urgente alguma atividade, deve-se analisar as consequências que a não realização imediata dela ocasionaria, muitas vezes nossas “urgências” não são o que parecem ser;
        · Importante, mas não urgente: neste quadrante é importante cuidar para que a atividade importante não seja realizada em cima do prazo, sugere-se estipular em um calendário as datas para a entrega das atividades importantes mas que não são tão urgentes para que não sejam prejudicadas pelo tempo mal programado;
        · Importante e urgente: Destaca-se aqui a necessidade de suas postagens servirem para ampliação da discussão do tema. O texto trás um exemplo de uma aluna que reclama por não receber postagens de seus colegas, que deixaram por fazer isso no final de semana. 
            Calculando o tempo para os estudos e para a interação on-line
       Fala-se de uma abordagem: prever-ver-revisar, que consiste em conhecer o curso antes de inscrever-se a fim de diagnosticar se tens condições de participar, cumprindo prazos e interações e durante o processo, rever os objetivos e organizar-se para atingir as metas.
             Para definir boas participações o aluno deve praticar sua eficiência e sua eficácia:
         · Coisas não-importantes, malfeitas: quando o aluno faz coisas não importantes, correndo e sem muita dedicação;
         · Coisas, importantes, malfeitas: Falta eficiência neste caso, entregar um trabalho, rapidamente até antes do prazo, porém feito de qualquer jeito não garante uma boa nota;
     · Coisas não-importantes, bem-feitas: cuidar no uso do tempo para coisas que não são tão importantes, podem resultar em bons trabalhos, porém acabam atrapalhando o resultado dos realmente importantes;
         · Coisas importantes, bem-feitas: realizar as atividades de forma eficiente e eficaz significa fazer bem-feito e com o tempo bem aproveitado, deixar as coisas importantes e urgentes em primeiro lugar é uma forma de atingir bem os objetivos.
           Evitando a sobrecarga
       Usar os recursos disponíveis nas plataformas de estudo de forma a otimizar a realização das atividades e a participação em grupos de discussão, é uma boa dica para não sobrecarregar-se, usar bem o tempo para pensar e depois com calma expor suas ideias ajuda a manter o estudo tranquilo e possível.
          Como obter credibilidade junto aos alunos e o seu comprometimento
         Iniciar as aulas de forma a construir a turma, identificar os participantes e os meios que irão usar para as interações, é uma boa estratégia para consolidar os contratos de estudo.

Síntese:

          O aluno virtual precisa saber já no início do curso que optar por um curso on-line não quer dizer que é a forma mais fácil de finalizar um curso, mas sim que esta modalidade exige mais tempo para estudo e muito comprometimento real por parte dele e também do professor. Para ter um bom aproveitamento e de fato realizar as atividades de cursos digitais, é preciso ter estabelecidas as horas que efetivamente tens para estudar, descontar tempos para trabalho, família e outros compromissos.
     Neste texto os autores lembram da importância de cumprir com os agendamentos, usar um calendário para registrar os compromissos com o tempo, e claro que em alguns casos, o tempo precisará ser ajustado, uma vez que alguns assuntos podem exigir mais tempo para compreensão. Levando em conta dois vetores: Importância e a urgência de cada objetivo estabelecido, priorizando sempre os mais importantes e cuidando para não perder-se com prazos estendidos.
       Fala-se de uma abordagem: prever-ver-revisar, que consiste em conhecer o curso antes de inscrever-se a fim de diagnosticar se tens condições de participar, participar cumprindo prazos e interações e durante o processo, rever os objetivos e organizar-se para atingir as metas. Atingir as metas de forma eficiente e eficaz significa fazer bem feito e em tempo considerável, cuidar para não gastar o tempo com atividades que são menos relevantes.
          Usar os recursos disponíveis nas plataformas de estudo de forma a otimizar a realização das atividades e a participação dos grupos de discussão, é uma boa dica para não sobrecarregar-se, usar bem o tempo para pensar e depois com calma expor suas ideias ajuda a manter o estudo tranquilo e possível.
          O texto trouxe possíveis reflexões sobre minha prática como aluna de EaD, pude perceber que devo, além da aula presencial, organizar horários em casa para dedicação exclusiva aos estudos. Chamou-me a atenção o exemplo citado pelos autores sobre a aluna que reclama dos colegas que só participaram das discussões no final de semana, infelizmente, meu maior tempo para organizar e realizar atividades com eficiência e eficácia será disponível no final de semana, minhas participações durante a semana tenderão a ser menos produtivas, pois com muitos ajustes pude conciliar o retorno a ambiente acadêmico com as atividades de casa, de cuidado com a saúde e dos trabalhos. Organizei-me para dispor das quintas-feiras na aula presencial, dos sábados de manhã, domingo à tarde e 2 ou 3 horas nas noites de segunda e terça-feiras, sempre em casa pois durante o horário de trabalho tenho minhas responsabilidades já definidas e com tempo escasso para elas.

Imagem sobre o tema:

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