domingo, 21 de novembro de 2021

Geometria para o Quarto ano Ensino Fundamental (exemplo de aula)

 Olá alunos!

Nesta aula, falaremos sobre "Sólidos geométricos"!

Para iniciar nossa conversa, assista o vídeo abaixo:

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yXYooR_QZ3Y . Acesso em 22, nov. 2021.

Agora é sua vez de fazer a planificação de sólidos!

Vamos lá!

Se você puder, imprima a imagem a seguir para recortar e montar sólidos geométricos!

Disponível em: https://www.estudokids.com.br/wp-content/uploads/2014/07/poliedros.jpg. Acesso em 22, nov. 21.

Se você não tem como imprimir, não tem problema!
Escolha um objeto que você tenha em casa e faça a planificação do mesmo, para poder ver todas as faces em um mesmo plano!!!

Chegou a hora de brincar!

No link abaixo, temos um modelo de baralho geométrico, ele pode ser impresso ou pode ser desenhado por você, com a ajuda de algum familiar que depois vai se divertir com você!


Jogo em grupos de até quatro participantes, competição individual.

O baralho é dividido em 4 naipes:

·               Polígonos

·               Não- polígonos

·               Poliedros

·               Não poliedros

1-             Todas as cartas são numeradas (1 a 8);

2-             Cada competidor recebe inicialmente 4 cartas distribuídas aleatoriamente;

3-             O jogo acontece em sentido anti-horário;

4-             Os jogadores devem jogar uma carta que pertença ao mesmo “naipe” jogado pelo primeiro competidor da rodada.

5-             Caso não tenha, deverá obter o número de cartas necessárias até conseguir uma adequada.

6-             O componente que acabar suas cartas deverá adquirir apenas mais 4;

7-             Quando as cartas acabarem do monte de reserva, o jogador que não possuir uma correspondente deverá juntar todas da mesa e jogar outra de sua preferência;

8-             Em cada rodada, vencerá aquele que jogar a carta de maior valor numérico, tendo este o direito de escolher a carta que deve comandar a próxima rodada;

9-             Vencerá o jogo o competidor que tiver o menor número de cartas na mão, quando todas as possibilidades de combinação tiverem acabadas.


Agora eu quero saber como foi sua experiência!
Me conta nos comentários se você conseguiu realizar a atividade de planificação e como foi jogar o baralho geométrico!
Não esqueça de escrever seu nome na postagem!

Até a próxima!

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Lista de Blogfólios da primeira turma de Pós Graduação em Docência na Educação Básica do IFRS - Vacacria


ESTUDANTE
ENDEREÇO BLOGFÓLIO
1
Adriana
2
Anelise
3
Bruna
4
Carine
5
Cassiane
6
Danúbia
7
Eduarda
8
Eliz
9
Ingrid
10
Janara
11
Janete
12
Joana
13
João Felipe
14
Letícia
15
Luzia
16
Maria Elisabete
17
Maria Joaquina
18
Micheli
19
Nair
20
Raiana
21
Shayane
22
Suzete

Estudantes da Especialização em Docência na Educação Básica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS - Campus Vacaria) turma de 2018/02.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Considerações finais do Componente Curricular Educação e cultura digital

          Educação e cultura digital, foi o Componente Curricular do Curso de Pós-graduação em Docência na Educação Básica do Instituto Federal (Vacaria) que nos levou ao futuro sem sairmos do presente. Pensar sobre nossa prática docente em relação as novas tecnologias, nos motiva e nos decepciona, ao mesmo tempo.
    Nos motiva para percebermos nosso papel como professores prontos para buscar as melhores formas de construir o conhecimento, usando todos os recursos possíveis para traduzir aos alunos, nativos digitais, os conceitos que são considerados fundamentais para seu desenvolvimento.
          Nos decepciona, pois essa percepção da necessidade das novas tecnologias parece estar noutro mundo quando olhamos para a escola. Ainda existem muros sem buracos entre a educação e a tecnologia.
             Iniciamos as reflexões com "A máquina da Criança" de Papert que coloca o dedo na ferida da escola, divide os professores em dois grupos: Yearners que buscam com incansáveis forças introduzir a tecnologia digital nas escolas e os Schoolers que admitem que é necessário mas não possível por infinitas justificativas.
      Se temos como objetivo, proporcionar na escola momentos de aprendizagem, precisamos estar conectados com o mundo fora da escola, analisar nossas práticas através dos Modelos de Becker leva-nos a decidir que professor queremos ser, aquele que sabe tudo, aquele que não interfere ou aquele que auxilia o processo de aprendizagem do aluno de acordo com seus anseios, sem deixar de lado o que a escola tem de melhor para oferecer: o conhecimento.
           As aulas e as leituras que fizemos abriram nossos olhos para que pudéssemos ver nosso aluno como Nativo Digital, esse sujeito que nasceu em um meio tecnológico onde o mundo da tela (ou de várias telas) rouba o espaço do mundo físico, uma pessoa capaz de estar fisicamente aqui e virtualmente onde a tecnologia digital pode o levar.
           A leitura ubíqua do mundo não pode ser ignorada pela escola, a influência que as redes digitais exercem sobre seus usuários também precisa ser questionada na escola. Se a escola tem por finalidade formar cidadãos, precisamos considerar o cidadão como um todo e suas habilidades de ler o mundo vão além da alfabetização escolar.
          Além das reflexões de textos e artigos apresentados por grupos ( o que pode nos dar conhecimento e economia de tempo) nós alunos do curso de pós, quebramos nossas barreiras de imigrantes digitais e experienciamos o uso da tecnologia como instrumento de aprendizagem, cruzadinhas, livro digital, mapas conceituais, uso do Drive, produção de apresentações, visita a repositórios e sites de jogos digitais educacionais, incorporação de arquivos e por fim, além das expectativas, CRIAMOS MATERIAL EDUCATIVO DIGITAL. 
          O trabalho de conclusão do componente curricular, arremessou-nos da zona de conforto para um salto de paraquedas, criar um instrumento pedagógico digital, foi para mim fascinante, poder reunir informações de forma interativa, que possibilita ao aluno aprender a distância, brincando ou explorando possibilidades visuais, torna a prática diferenciada.
          O uso da Blogquest nas escolas auxilia o professor a estruturar a aula de acordo com a necessidade específica, sem que ocorram desvios do foco, uma vez que, o professor tem a autonomia de selecionar materiais de qualidade para a aula, através da blogquest o professor tem a possibilidade de nortear a construção do conhecimento, avaliar o aluno e principalmente usar a tecnologia de forma educacional.
           Este componente curricular me trouxe a oportunidade de pensar a educação de outro modo. Agora espero superar a frustração de ainda não ter tecnologia suficiente para poder por em prática tudo isso. 



domingo, 28 de abril de 2019

Blogquest publicada no blog da Ladepex

          Como um dos trabalhos avaliativos para o Componente Curricular "Educação e Cultura Digital" criamos várias blogquests.

Click aqui e confira o meu trabalho, aproveite e realize todos os desafios!!!!!

Print da tela.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

23/04/19_Blogquest: uma das possibilidades de utilização dos blogs no processo de aprendizagem

  • Referência:
BOEIRA, Adriana Ferreira. BOEIRA, Jocelâine Minella. SOARES, Eliana Maria do Sacramento. Blogquest: uma das possibilidades de utilização dos blogs no processo de aprendizagem. Disponível em http://www.br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/1444 .Acesso em: 22 abr. 2019.
  • Considerações:
           O artigo aborda o uso de blogs, especificamente blogquest nos processos de ensino aprendizagem, primeiramente de modo á situar o leitor sobre o conceito, estrutura e origem das blogquest, depois discute sobre as possíveis postagens e por último ressalta discussão das possibilidades do uso dos blogs.
          As blogquests surgiram de uma adaptação das WebQuests que podem ser de curto ou longo prazo dependendo do tempo necessário para o envolvimento nas atividades. Podem ser aliadas do ensino aprendizagem se bem usadas pelo professor que precisa  dominar as ferramentas oferecidas, dispor de tempo e comprometimento para o planejamento do uso a seu favor. Assim estará aproveitando-se de tecnologia para adaptar-se ao sistema que muitas vezes acaba por simplesmente bloquear possibilidades de uso da mesma.
          Gutierrez (2005) propõe que a estrutura da blogquest deve seguir os seguintes passos:
  1. Introdução que apresenta o tema proposto;
  2. Proponha tarefas;
  3. Indique recursos, que fontes podem auxiliar para o resolução das tarefas;
  4. Processo a ser seguido passos descritos claramente;
  5. Esclareça as formas de avaliação;
  6. Finalize com uma conclusão e créditos sobre o autor.
          Certamente esta estrutura pode ser adaptada de acordo com o objetivo que se quer atingir.
          Para exemplificar o uso de uma blogquest o artigo relata a experiência feita em uma disciplina do mestrado  em maio de 2010, onde uma dupla de estudantes propôs uma blogquest com os seguintes passos:
  • Início: é a página inicial, dá boas vindas e convida à explorar o tema através de links para a navegação dentre as postagens. Também apresenta espaço para os comentários, data, hora e título da postagem;
  • Desafios (no caso 7 desafios): 1: assistir um vídeo e fazer um comentário com suas considerações (substituído por uma postagem); 2: Publicado desafio, que orientava, por sorteio secreto acessar o blog do colega, ler as considerações dele e registrar um comentário, também de depois ler o que comentaram no seu blog; 3: pesquisar e incorporar em uma nova postagem vídeo do You Tube sobre o mesmo tema; 4: acessar e comentar o vídeo do blogueiro secreto; 5 realizado longe do encontro presencial, orientava a criação de um blog individual; 6: escrever nos comentários da postagem, suas considerações a respeito do uso de blogquest; 7: vários links de outros blogs sobre diversas áreas do conhecimento, o desafio era de visitar um de seu interesse e depois fazer uma publicação considerando aspectos desta visitação e da participação de aluno e professor no blog.
  • Processo: esclarecia como seriam realizados os desafios;
  • Recursos: todos os links envolvidos na blogquest;
  • Avaliação: Orientação sobre o que veia estar nos comentários: considerações sobre a experiência do uso da blogquest, em cada uma das etapas;
  • Conclusão: Faz um fechamento da atividade realizada, levando os participantes a percepção da influencia das TICs nos ambientes de educação que vão além de meras ferramentas pedagógicas; 
  • Créditos: Apresentava dados das autoras da blogquest e também as referências dos materiais usados para a mesma.
          Para concluir, a experiência demonstra a importância das discussões sobre o uso de tecnologia na educação e o estímulo ao desenvolvimento autônomo dos alunos na solidariedade, na criatividade e na cooperação e parceria em grupos.    

Resenha_As produções audiovisuais como instrumento de ensino


Referências:

PIRES, Eloiza Gurgel. A Experiência audiovisual nos espaços educativos: possíveis interseções entre educação e comunicação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 281-295, jan./abr. 2010.

As produções audiovisuais como instrumento de ensino

O artigo “A experiência audiovisual nos espaços educativos: possíveis intersecções entre educação e comunicação” publicado na revista Educação e Pesquisa da Faculdade de Educação da USP, no ano de 2010 (ISSN 1678-4634) é de autoria da pesquisadora Eloiza Gurgel Pires, que busca discutir as novas formas de produção do conhecimento relacionando-as com a arte, a cultura, as inovações e a educação. Eloiza é arte-educadora, artista plástica, e doutora em educação pela Universidade de Brasília.

Inicialmente a leitura nos remete a uma reflexão sobre a influência das tecnologias na educação e como elas mudam o processo de comunicação que é o maior instrumento educacional e de produção do conhecimento, temos novos modos de ler, ver, pensar e aprender. Através do processo de produção audiovisual a autora propõe analisarmos as mudanças que ocorrem em relação ás disciplinas clássicas. É por intermédio da cultura midiática que podemos atingir o sensível e o inteligível, nela não se separam os saberes.

O sujeito se forma e forma o mundo em que está inserido através da linguagem, da comunicação, são as interações deste sujeito com os outros e com os objetos que geram o conhecimento: a cultura. As imagens falantes e em movimento, possibilitadas pelos meios híbridos, juntam de forma consistente o pensamento e o imagético, misturando as linguagens num mesmo espaço. As novas formas de linguagens trazidas pelo surgimento do vídeo moldam um novo objeto cheio de possibilidades. O vídeo difere-se da TV em sua intencionalidade sua função cultural amplia os horizontes e explora novos caminhos.

Ao abordar sobre linguagem videográfica a autora esclarece que ela é diferente da linguagem verbal, não há regras esquemáticas que digam o que pode ou não fazer, o vídeo opera com diversos códigos: cinema, teatro, literatura, rádio e computação gráfica. Porém para ser instrumento de comunicação e transitar entre produtores e consumidores, por tratar-se de algo capaz de transmitir conhecimento é natural que obedeça um sistema significante que o liga com a sociedade.

No início dos anos 1980 com a popularização das câmeras de vídeo, tendo seu preço acessível na intuição da indústria em transformá-las em eletrodomésticos, e com a influência dos estudos de Paulo Freire que voltava seu olhar aos mais oprimidos, as ONGs iniciaram produções em vídeo que reproduziam estas realidades e resignificavam a exploração videográfica com imagens ao vivo. Logo a ideia dos vídeos populares invadiu as TVs, e essa comunicação surge em outros lugares, como na escola. Assim a linguagem audiovisual marcava inicialmente seu espaço na cultura e na transformação dela.

 Nos dias atuais, a expansão das produções audiovisuais invade a internet e tomam dimensões indissociáveis da escola, cada vez mais os alunos produzem e consomem vídeos, tornando essa prática de necessidade negociável com professores que evidenciam o trabalho coletivo e trazem o reconhecimento em valores culturais destas produções.

A educação midiática abrange três perspectivas: educar pela, com e para a mídia. Ao falarmos em educar pela mídia, a forma mais conhecida são os ensinos em EAD, os quais misturam vídeos, áudios, teleaulas e educação online transformando a educação principalmente na organização do estudante no tempo e no espaço. Na educação com mídia, embora necessite de maior exploração das potencialidades dos meios, esta perspectiva é usada através de suas possibilidades em produções elaboradas para o tratamento de assuntos específicos. Já na modalidade de educar para a mídia é a educação que se apropria do uso das tecnologias de forma a explorar suas potencialidades, voltada às produções.

Não podemos confundir a essência destas perspectivas de ensino, percebendo que educar para a mídia envolve um processo de reconhecer os diversos instrumentos midiáticos (livro, jornal, revista, CDs, jogos digitais, internet, televisão, rádio, fotografia, cinema, vídeo – meios de comunicação modernos) e como deve ser a leitura e escrita dos mesmos, desenvolvendo a criticidade por meio de participação ativa na produção e no consumo destas linguagens.

Este aluno, interlocutor é também visto como sujeito histórico, social e cultural, seus estudos em relação ás produções, passa da elaboração dos roteiros, de definir cenários, personagens, temas, vai além do uso da câmera e das ferramentas de edição, ele precisa transmitir emoções. Esta mistura de conceitos é constantemente mediada pelo professor e pelo diálogo na coletividade da turma.

Para a compreensão do sujeito em relação ao uso das câmeras, a autora caminha em uma reflexão embasada em vários autores, buscando identificar desde a apropriação das imagens voltando para o que o sujeito sabe de si confrontando com o que passa a estranhar ao ver sua própria imagem frente às câmeras, sendo capaz de mudar sua visão sobre si mesmo. A escola contribui com o papel de interrogar esses novos sujeitos possibilitando diálogo entre a cultura e as gerações.

A escola tem um papel importantíssimo de acompanhar as mudanças culturais da contemporaneidade a fim de que o aluno sinta-se parte do espaço escolar e que através do uso das mídias perceba e construa seu papel de cidadão agente destas mudanças. O jovem acredita nas descobertas e nas suas atuações na sociedade, cabe aos professores o papel de envolvê-los à valores e normas da cultura oficial.

Em suas considerações, o texto evidencia a importância dos meios de comunicação para a formação da sociedade cultural, mas deixa claro que é a cultura da civilização que norteia os valores e a importância dos meios tecnológicos. Na escola a imagem vai além de uma ilustração das palavras, ela está associada á construção do conhecimento, o audiovisual estabelece um diálogo entre imagem e discurso e nos permite a apropriação de novas mídias. Os professores devem acompanhar as mudanças e aproveitarem-se desta cultura midiática para fomentar as novas leituras do mundo.

Com a leitura deste artigo, a ideia de incentivar os alunos a participarem de construções audiovisuais foi reforçada, quando o aluno passa a ser coautor do seu conhecimento, a escola torna-se um espaço de expansão cultural. O acesso ás mídias digitais cresce a cada dia, as tecnologias devem ser vistas como fundamentais aliadas da escola.

Propor a construção de projetos audiovisuais na escola é uma forma viável de inserir as mídias presentes no cotidiano, de forma a contribuir com o aprendizado dos alunos. Um vídeo produzido pelos alunos que retrata a realidade cultural de sua comunidade com personagens conhecidos, que exiba contextos reais a serem explorados, contribui com os processos cognitivos destes jovens que são rodeados de informações de diferentes linguagens fora da escola.

Nós professores precisamos compreender que nossos alunos aprendem de diferentes maneiras, a influência das tecnologias digitais, presente na vida cotidiana deles, os torna capazes de ver o mundo de forma diferente, e são estas diferenças, realçadas em produções autorais, que evidenciam a pluralidade cultural e enriquecem as possibilidades exploráveis destes materiais. A escola tem o papel de incentivar o aluno ao reconhecimento do seu espaço no mundo e em relação à visão do seu próprio eu, permitir manifestações de criatividade contribui para a formação deste cidadão capaz de inferir saberes das mídias que o cercam.

 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

15/04/19_Projeto? O que é? Como se faz?

* Referências:
FAGUNDES, Léa da Cruz; SATO, Luciane Sayuri; MAÇADA, Débora Laurino. Aprendizes do futuro: as inovações começaram!. São Paulo: Agência Espacial Brasileira, 2006.
* Considerações:
          A cultura do projeto surge desde as atividades da vida cotidiana onde traçamos objetivos e metas e entra nas escolas transformando-se em metodologia para a construção do conhecimento.
          Aprendizagem ou ensino por projeto, qual a diferença? Quando falamos em ensino, percebemos a centralidade do professor em seu papel principal de tomar as decisões, é sempre o professor que norteia o ensino, escolhe o que o aluno vai aprender. Partindo desta visão, dá-se conta de que nem todo ensino gera aprendizagem, esta é produto da interação do sujeito com o objeto de desejo a ser apreendido. Aprendizado por projeto coloca o sujeito aluno no centro do desenvolvimento, o autor do mesmo. Seus conhecimentos prévios são considerados como passos de uma caminhada para definir seu projeto, ou seja, a busca pelas respostas de suas próprias dúvidas.
           Na aprendizagem por projetos, os papéis são invertidos, e o alunos busca saber mais sobre assuntos que considera relevantes. A intensão de resolver seus problemas o leva a direcionar suas atividades. O professor é cooperador desta busca, orientando nas definições de regras, metas, objetivos, no auxílio da construção do conhecimento por parte do aluno.
           Para iniciar um projeto para aprender o professor orienta o aluno em relação á suas certezas e dúvidas temporárias: decidem critérios de relevância, buscam informações, investigam as possibilidades e organizam as formas de comunicação do seu aprendizado. Os projetos não são exclusividades para áreas isoladas e podem ser introduzidos desde a pré-escola, a partir do momento em que o aluno é capaz de pensar para expressar suas dúvidas.
          O trabalho por projetos, exige da escola um currículo para cada projeto de cada aluno, pois eles são vistos e caracterizados por suas individualidades, é necessário que os alunos possam aprender em tempos e espaços diferentes, uns dos outros. A tecnologia é peça fundamental para estes processos, são as redes constituídas que aproximam a realidade da vida com os espaços de dentro e de fora da escola, assim a escola é em todos os lugares.
          Nessa nova perspectiva de aprendizagem, os alunos trazem muitos conhecimentos para a escola, e assim o professor assume diferentes funções:
  • Função de ativação da aprendizagem: trabalhar-se para conviver com alegria nas atividades de cooperação; valorizar o respeito, estimulando  as particularidades de cada indivíduo em relação ao outro e a si próprio, avaliando cada iniciativa;
  • Função de articulação da prática: é o professor que assume para seu grupo (sua turma) o papel de articular as formas de trabalho dos alunos; gerencia as programações de forma a organizar as ações e os recursos para cada momento; possibilitar estímulos para as diversas áreas de interesse dos alunos; interligar os outros professores, os especialistas e os materiais tecnológicos a fim de dar retornos interdisciplinares;
  • Função de orientação dos projetos: deve existir afinidade entre orientador e orientandos, esta função exige do professor a capacidade de instigar o aluno á busca do conhecimento, fazer registros de sua caminhada e de seus progressos para a elaboração de feedbacks;
  • Função de especialista: esta sempre será uma função do professor, independente de estar em alguma das outras, ele sempre é especialista dentro da sua área de formação, para cada projeto, as especialidades se conversam sendo destinadas para objetivos diferentes.
         O aluno aprende construindo seu próprio conhecimento, passando por suas incertezas que estão sempre em reconfiguração e melhora com a evolução do seu processo de assimilação, este conhecimento é produto da atividade intelectual, intencional, interatividade cognitiva, interação, trocas interesses e valores. "A proposta é aprender conteúdos por meio de procedimentos que desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo." (p. 24) A avaliação deste aluno pode dar-se através de portfólio onde faz seus registros durante o processo da construção do conhecimento em relação ao seu projeto.
         Estas mudanças na escola devem ser compartilhadas por todos os seguimentos para que exista flexibilidade dos horários e do currículo, formações específicas  e a colaboração no desenvolvimento de cada projeto. Os colegas resistentes precisam ser tocados para que compreendam as vantagens dos trabalhos em projetos e esta decisão de entrar por completo na nova tecnologia precisa ser tomada em equipe para que as ideias se concretizem de forma a contribuir com a aprendizagem dos alunos.