domingo, 28 de abril de 2019

Blogquest publicada no blog da Ladepex

          Como um dos trabalhos avaliativos para o Componente Curricular "Educação e Cultura Digital" criamos várias blogquests.

Click aqui e confira o meu trabalho, aproveite e realize todos os desafios!!!!!

Print da tela.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

23/04/19_Blogquest: uma das possibilidades de utilização dos blogs no processo de aprendizagem

  • Referência:
BOEIRA, Adriana Ferreira. BOEIRA, Jocelâine Minella. SOARES, Eliana Maria do Sacramento. Blogquest: uma das possibilidades de utilização dos blogs no processo de aprendizagem. Disponível em http://www.br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/1444 .Acesso em: 22 abr. 2019.
  • Considerações:
           O artigo aborda o uso de blogs, especificamente blogquest nos processos de ensino aprendizagem, primeiramente de modo á situar o leitor sobre o conceito, estrutura e origem das blogquest, depois discute sobre as possíveis postagens e por último ressalta discussão das possibilidades do uso dos blogs.
          As blogquests surgiram de uma adaptação das WebQuests que podem ser de curto ou longo prazo dependendo do tempo necessário para o envolvimento nas atividades. Podem ser aliadas do ensino aprendizagem se bem usadas pelo professor que precisa  dominar as ferramentas oferecidas, dispor de tempo e comprometimento para o planejamento do uso a seu favor. Assim estará aproveitando-se de tecnologia para adaptar-se ao sistema que muitas vezes acaba por simplesmente bloquear possibilidades de uso da mesma.
          Gutierrez (2005) propõe que a estrutura da blogquest deve seguir os seguintes passos:
  1. Introdução que apresenta o tema proposto;
  2. Proponha tarefas;
  3. Indique recursos, que fontes podem auxiliar para o resolução das tarefas;
  4. Processo a ser seguido passos descritos claramente;
  5. Esclareça as formas de avaliação;
  6. Finalize com uma conclusão e créditos sobre o autor.
          Certamente esta estrutura pode ser adaptada de acordo com o objetivo que se quer atingir.
          Para exemplificar o uso de uma blogquest o artigo relata a experiência feita em uma disciplina do mestrado  em maio de 2010, onde uma dupla de estudantes propôs uma blogquest com os seguintes passos:
  • Início: é a página inicial, dá boas vindas e convida à explorar o tema através de links para a navegação dentre as postagens. Também apresenta espaço para os comentários, data, hora e título da postagem;
  • Desafios (no caso 7 desafios): 1: assistir um vídeo e fazer um comentário com suas considerações (substituído por uma postagem); 2: Publicado desafio, que orientava, por sorteio secreto acessar o blog do colega, ler as considerações dele e registrar um comentário, também de depois ler o que comentaram no seu blog; 3: pesquisar e incorporar em uma nova postagem vídeo do You Tube sobre o mesmo tema; 4: acessar e comentar o vídeo do blogueiro secreto; 5 realizado longe do encontro presencial, orientava a criação de um blog individual; 6: escrever nos comentários da postagem, suas considerações a respeito do uso de blogquest; 7: vários links de outros blogs sobre diversas áreas do conhecimento, o desafio era de visitar um de seu interesse e depois fazer uma publicação considerando aspectos desta visitação e da participação de aluno e professor no blog.
  • Processo: esclarecia como seriam realizados os desafios;
  • Recursos: todos os links envolvidos na blogquest;
  • Avaliação: Orientação sobre o que veia estar nos comentários: considerações sobre a experiência do uso da blogquest, em cada uma das etapas;
  • Conclusão: Faz um fechamento da atividade realizada, levando os participantes a percepção da influencia das TICs nos ambientes de educação que vão além de meras ferramentas pedagógicas; 
  • Créditos: Apresentava dados das autoras da blogquest e também as referências dos materiais usados para a mesma.
          Para concluir, a experiência demonstra a importância das discussões sobre o uso de tecnologia na educação e o estímulo ao desenvolvimento autônomo dos alunos na solidariedade, na criatividade e na cooperação e parceria em grupos.    

Resenha_As produções audiovisuais como instrumento de ensino


Referências:

PIRES, Eloiza Gurgel. A Experiência audiovisual nos espaços educativos: possíveis interseções entre educação e comunicação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 281-295, jan./abr. 2010.

As produções audiovisuais como instrumento de ensino

O artigo “A experiência audiovisual nos espaços educativos: possíveis intersecções entre educação e comunicação” publicado na revista Educação e Pesquisa da Faculdade de Educação da USP, no ano de 2010 (ISSN 1678-4634) é de autoria da pesquisadora Eloiza Gurgel Pires, que busca discutir as novas formas de produção do conhecimento relacionando-as com a arte, a cultura, as inovações e a educação. Eloiza é arte-educadora, artista plástica, e doutora em educação pela Universidade de Brasília.

Inicialmente a leitura nos remete a uma reflexão sobre a influência das tecnologias na educação e como elas mudam o processo de comunicação que é o maior instrumento educacional e de produção do conhecimento, temos novos modos de ler, ver, pensar e aprender. Através do processo de produção audiovisual a autora propõe analisarmos as mudanças que ocorrem em relação ás disciplinas clássicas. É por intermédio da cultura midiática que podemos atingir o sensível e o inteligível, nela não se separam os saberes.

O sujeito se forma e forma o mundo em que está inserido através da linguagem, da comunicação, são as interações deste sujeito com os outros e com os objetos que geram o conhecimento: a cultura. As imagens falantes e em movimento, possibilitadas pelos meios híbridos, juntam de forma consistente o pensamento e o imagético, misturando as linguagens num mesmo espaço. As novas formas de linguagens trazidas pelo surgimento do vídeo moldam um novo objeto cheio de possibilidades. O vídeo difere-se da TV em sua intencionalidade sua função cultural amplia os horizontes e explora novos caminhos.

Ao abordar sobre linguagem videográfica a autora esclarece que ela é diferente da linguagem verbal, não há regras esquemáticas que digam o que pode ou não fazer, o vídeo opera com diversos códigos: cinema, teatro, literatura, rádio e computação gráfica. Porém para ser instrumento de comunicação e transitar entre produtores e consumidores, por tratar-se de algo capaz de transmitir conhecimento é natural que obedeça um sistema significante que o liga com a sociedade.

No início dos anos 1980 com a popularização das câmeras de vídeo, tendo seu preço acessível na intuição da indústria em transformá-las em eletrodomésticos, e com a influência dos estudos de Paulo Freire que voltava seu olhar aos mais oprimidos, as ONGs iniciaram produções em vídeo que reproduziam estas realidades e resignificavam a exploração videográfica com imagens ao vivo. Logo a ideia dos vídeos populares invadiu as TVs, e essa comunicação surge em outros lugares, como na escola. Assim a linguagem audiovisual marcava inicialmente seu espaço na cultura e na transformação dela.

 Nos dias atuais, a expansão das produções audiovisuais invade a internet e tomam dimensões indissociáveis da escola, cada vez mais os alunos produzem e consomem vídeos, tornando essa prática de necessidade negociável com professores que evidenciam o trabalho coletivo e trazem o reconhecimento em valores culturais destas produções.

A educação midiática abrange três perspectivas: educar pela, com e para a mídia. Ao falarmos em educar pela mídia, a forma mais conhecida são os ensinos em EAD, os quais misturam vídeos, áudios, teleaulas e educação online transformando a educação principalmente na organização do estudante no tempo e no espaço. Na educação com mídia, embora necessite de maior exploração das potencialidades dos meios, esta perspectiva é usada através de suas possibilidades em produções elaboradas para o tratamento de assuntos específicos. Já na modalidade de educar para a mídia é a educação que se apropria do uso das tecnologias de forma a explorar suas potencialidades, voltada às produções.

Não podemos confundir a essência destas perspectivas de ensino, percebendo que educar para a mídia envolve um processo de reconhecer os diversos instrumentos midiáticos (livro, jornal, revista, CDs, jogos digitais, internet, televisão, rádio, fotografia, cinema, vídeo – meios de comunicação modernos) e como deve ser a leitura e escrita dos mesmos, desenvolvendo a criticidade por meio de participação ativa na produção e no consumo destas linguagens.

Este aluno, interlocutor é também visto como sujeito histórico, social e cultural, seus estudos em relação ás produções, passa da elaboração dos roteiros, de definir cenários, personagens, temas, vai além do uso da câmera e das ferramentas de edição, ele precisa transmitir emoções. Esta mistura de conceitos é constantemente mediada pelo professor e pelo diálogo na coletividade da turma.

Para a compreensão do sujeito em relação ao uso das câmeras, a autora caminha em uma reflexão embasada em vários autores, buscando identificar desde a apropriação das imagens voltando para o que o sujeito sabe de si confrontando com o que passa a estranhar ao ver sua própria imagem frente às câmeras, sendo capaz de mudar sua visão sobre si mesmo. A escola contribui com o papel de interrogar esses novos sujeitos possibilitando diálogo entre a cultura e as gerações.

A escola tem um papel importantíssimo de acompanhar as mudanças culturais da contemporaneidade a fim de que o aluno sinta-se parte do espaço escolar e que através do uso das mídias perceba e construa seu papel de cidadão agente destas mudanças. O jovem acredita nas descobertas e nas suas atuações na sociedade, cabe aos professores o papel de envolvê-los à valores e normas da cultura oficial.

Em suas considerações, o texto evidencia a importância dos meios de comunicação para a formação da sociedade cultural, mas deixa claro que é a cultura da civilização que norteia os valores e a importância dos meios tecnológicos. Na escola a imagem vai além de uma ilustração das palavras, ela está associada á construção do conhecimento, o audiovisual estabelece um diálogo entre imagem e discurso e nos permite a apropriação de novas mídias. Os professores devem acompanhar as mudanças e aproveitarem-se desta cultura midiática para fomentar as novas leituras do mundo.

Com a leitura deste artigo, a ideia de incentivar os alunos a participarem de construções audiovisuais foi reforçada, quando o aluno passa a ser coautor do seu conhecimento, a escola torna-se um espaço de expansão cultural. O acesso ás mídias digitais cresce a cada dia, as tecnologias devem ser vistas como fundamentais aliadas da escola.

Propor a construção de projetos audiovisuais na escola é uma forma viável de inserir as mídias presentes no cotidiano, de forma a contribuir com o aprendizado dos alunos. Um vídeo produzido pelos alunos que retrata a realidade cultural de sua comunidade com personagens conhecidos, que exiba contextos reais a serem explorados, contribui com os processos cognitivos destes jovens que são rodeados de informações de diferentes linguagens fora da escola.

Nós professores precisamos compreender que nossos alunos aprendem de diferentes maneiras, a influência das tecnologias digitais, presente na vida cotidiana deles, os torna capazes de ver o mundo de forma diferente, e são estas diferenças, realçadas em produções autorais, que evidenciam a pluralidade cultural e enriquecem as possibilidades exploráveis destes materiais. A escola tem o papel de incentivar o aluno ao reconhecimento do seu espaço no mundo e em relação à visão do seu próprio eu, permitir manifestações de criatividade contribui para a formação deste cidadão capaz de inferir saberes das mídias que o cercam.

 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

15/04/19_Projeto? O que é? Como se faz?

* Referências:
FAGUNDES, Léa da Cruz; SATO, Luciane Sayuri; MAÇADA, Débora Laurino. Aprendizes do futuro: as inovações começaram!. São Paulo: Agência Espacial Brasileira, 2006.
* Considerações:
          A cultura do projeto surge desde as atividades da vida cotidiana onde traçamos objetivos e metas e entra nas escolas transformando-se em metodologia para a construção do conhecimento.
          Aprendizagem ou ensino por projeto, qual a diferença? Quando falamos em ensino, percebemos a centralidade do professor em seu papel principal de tomar as decisões, é sempre o professor que norteia o ensino, escolhe o que o aluno vai aprender. Partindo desta visão, dá-se conta de que nem todo ensino gera aprendizagem, esta é produto da interação do sujeito com o objeto de desejo a ser apreendido. Aprendizado por projeto coloca o sujeito aluno no centro do desenvolvimento, o autor do mesmo. Seus conhecimentos prévios são considerados como passos de uma caminhada para definir seu projeto, ou seja, a busca pelas respostas de suas próprias dúvidas.
           Na aprendizagem por projetos, os papéis são invertidos, e o alunos busca saber mais sobre assuntos que considera relevantes. A intensão de resolver seus problemas o leva a direcionar suas atividades. O professor é cooperador desta busca, orientando nas definições de regras, metas, objetivos, no auxílio da construção do conhecimento por parte do aluno.
           Para iniciar um projeto para aprender o professor orienta o aluno em relação á suas certezas e dúvidas temporárias: decidem critérios de relevância, buscam informações, investigam as possibilidades e organizam as formas de comunicação do seu aprendizado. Os projetos não são exclusividades para áreas isoladas e podem ser introduzidos desde a pré-escola, a partir do momento em que o aluno é capaz de pensar para expressar suas dúvidas.
          O trabalho por projetos, exige da escola um currículo para cada projeto de cada aluno, pois eles são vistos e caracterizados por suas individualidades, é necessário que os alunos possam aprender em tempos e espaços diferentes, uns dos outros. A tecnologia é peça fundamental para estes processos, são as redes constituídas que aproximam a realidade da vida com os espaços de dentro e de fora da escola, assim a escola é em todos os lugares.
          Nessa nova perspectiva de aprendizagem, os alunos trazem muitos conhecimentos para a escola, e assim o professor assume diferentes funções:
  • Função de ativação da aprendizagem: trabalhar-se para conviver com alegria nas atividades de cooperação; valorizar o respeito, estimulando  as particularidades de cada indivíduo em relação ao outro e a si próprio, avaliando cada iniciativa;
  • Função de articulação da prática: é o professor que assume para seu grupo (sua turma) o papel de articular as formas de trabalho dos alunos; gerencia as programações de forma a organizar as ações e os recursos para cada momento; possibilitar estímulos para as diversas áreas de interesse dos alunos; interligar os outros professores, os especialistas e os materiais tecnológicos a fim de dar retornos interdisciplinares;
  • Função de orientação dos projetos: deve existir afinidade entre orientador e orientandos, esta função exige do professor a capacidade de instigar o aluno á busca do conhecimento, fazer registros de sua caminhada e de seus progressos para a elaboração de feedbacks;
  • Função de especialista: esta sempre será uma função do professor, independente de estar em alguma das outras, ele sempre é especialista dentro da sua área de formação, para cada projeto, as especialidades se conversam sendo destinadas para objetivos diferentes.
         O aluno aprende construindo seu próprio conhecimento, passando por suas incertezas que estão sempre em reconfiguração e melhora com a evolução do seu processo de assimilação, este conhecimento é produto da atividade intelectual, intencional, interatividade cognitiva, interação, trocas interesses e valores. "A proposta é aprender conteúdos por meio de procedimentos que desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo." (p. 24) A avaliação deste aluno pode dar-se através de portfólio onde faz seus registros durante o processo da construção do conhecimento em relação ao seu projeto.
         Estas mudanças na escola devem ser compartilhadas por todos os seguimentos para que exista flexibilidade dos horários e do currículo, formações específicas  e a colaboração no desenvolvimento de cada projeto. Os colegas resistentes precisam ser tocados para que compreendam as vantagens dos trabalhos em projetos e esta decisão de entrar por completo na nova tecnologia precisa ser tomada em equipe para que as ideias se concretizem de forma a contribuir com a aprendizagem dos alunos.




quarta-feira, 10 de abril de 2019

10/04/19_ O leitor ubíquo e suas consequências para a educação

* Referências:

SANTAELLA, Lúcia. O leitor ubíquo e suas consequências para a educação. Disponível em http://www.agrinho.com.br/materialdoprofessor/o-leitor-ubiquo-e-suas-consequencias-para-educacao. Acesso em 08 abr. 2019.

* Considerações:
  • Quem são os usuários de redes sociais;
  • O uso das redes sociais na educação;
  • Tudo voltado ao leitor e os novos conceitos de leitura;
  • Um experimento com o Facebook.
         Expansão do conceito de leitura
         Ler vai além das escritas gráficas alfanuméricas, o leitor de hoje além de ler textos, lê figuras, sinais, imagens, desenhos, vídeos e transita no ciberespaço constituído da rede de computadores que interliga o mundo, lendo todas as possibilidades combinatórias que geram a informação, neste espaço surge também uma nova socialização.
          A autora defende que o conceito de leitura acompanha a expansão das possibilidades de leitura. Assim divide os leitores em três tipos:
  1. O leitor contemplativo: é o leitor da era do livro impresso e da imagem expositiva. Para ele ler é momento de encontrar-se no silêncio, explorar quantas vezes necessárias forem, manusear e decidir o tempo que pode usar para a leitura destes objetos que se firmam no tempo. O melhor lugar para isso é o espaço da biblioteca, longe das movimentações mundanas.
  2. O leitor movente: Filho da revolução industrial, o homem na multidão, leitor do mundo em sua dinâmica, com suas misturas de linguagens. O imediatismos do crescimento dos centros urbanos, trouxe a leitura superficial, rápida e noticiada no jornal, tornando o leitor fugaz, de memória curta mas ágil. A rapidez do mundo em que o leitor movente está inserido e a quantidade de informações de diferente s linguagens o conduz a um pensamento associativo, intuitivo e sintético.
  3. O leitor imersivo: o leitor oriundo das redes computadorizadas. Suas habilidade vão além do leitor dos impressos e também do leitor de televisão ou imagens e vídeos. Ele imerge na leitura, transitando entre nós que são moldados por suas intervenções. Sua navegação é ilimitada e os diversos objetos de leitura são virtualmente disponíveis pela eternidade.
      Com o passar do tempo outro tipo de leitor surge, o leitor ubíquo. Para entendermos este leitor, a autora nos leva a outras reflexões primordiais.
 
          Redes sociais e mobilidade
          Na linha do tempo da tecnologia digital apresentada por Santaella, o computador passa de uma caixa que armazena dados, e da pequenos dispositivos de modo agenda para o uso da Web 1.0 onde a conexão com o mundo através da internet permite disponibilizar, buscar, ter acesso e ler materiais de diferentes formas, O passo seguinte a Web 2.0 muda o mundo, a sociedade, as formas de interagir e de conhecer, a tecnologia chega ao ponto de softwares que comunicam-se instantaneamente, redes de iteração, compras e vendas virtuais, encontros de grupos ... a explosão das redes sociais e a instantaneidade das trocas.
          Eis que surge a possibilidade estar conectado e em movimento, longe das estações computacionais, os telefones que antes eram para ligações de áudio transformam-se em smartphones e as plataformas tecnológicas cabem no bolso e permitem o leitor estar em movimento e mover-se entre os extremos da rede também. Assim a facilidade de interagir com as redes sociais possibilitou o surgimento do leitor ubíquo deste espaço de hipermobilidade.
 
          O perfil cognitivo do leitor ubíquo
          "A ubiquidade refere-se a sistemas computacionais de pequeno porte, e até mesmo invisíveis, que se fazem presentes nos ambientes e que podem ser transportados de um lugar a outro." (p. 35). O leitor movente que está em determinado espaço físico lendo as informações contidas na urbanização, pode do seu celular, sem sair do lugar, acessar o ciberespaço e estar conversando com alguém ou um grupo muito próximo ou muito distante, sua mente processa e lê os espaços, físico e ciber , paralela e conjuntamente possibilitando que o sistema nervoso ligue seu corpo através de estímulos que tornam este leitor com atenção continuamente parcial.
          Um tipo de leitor que possa surgir não elimina com o outro tipo de leitor, logo, em virtude dos processos cognitivos e para ganhar espaço junto aos jogos e vídeos, fotos, músicas, textos, informações e comunicação social que as tecnologias digitais trazem, a educação precisar trabalhar com a possibilidade de contemplar as habilidades desenvolvidas por todos os tipos de leitores e não tentar substituir uma por outra.
          Um projeto realizado na Argentina em 2009, FACEBOOK, é apresentado como relato de experiência.
 
          O que é o Facebook
          É uma plataforma que permite a convergência midiática pelo uso de prossumidores (produtores e consumidores do conteúdo). Para entrar neste espaço o usuário cadastra-se constrói um eu como forma de identificação, pode participar de formas diferentes: com grande abrangência, em grupos, diretamente para outro usuário ou até em suas exposições para quem quiser interagir. São as movimentações dentro deste espaço que determinam a sociabilidade do usuário em relação aos manifestos e trocas.
 
          Relato de caso
          A pedagogia das mídias aborda dois principais eixos de estudo:
  1. A educação para e sobre as mídias, ela é o tema e o objeto da educação;
  2. A didática das mídias, as mídias são ferramentas para se alcanças os objetivos das matérias.
         O caso levou em consideração os dois aspectos, voltados a explorar o software a fim buscar novas possibilidades educacionais nas transações e interações que ele propicia.
          O projeto de uso do Facebook dividiu os participantes, de modo a não desviar o foco do trabalho em 4 funções:
  1. Líder do processo (professor);
  2. Integrador: dá apoio as produções;
  3. Documentarista, filtra e registra dados, gera documento geral;
  4. Multimidialista: produz meios multimídia.
          O projeto foi utilizado em curso de graduação. (podendo adaptar-se)
          Aceitar as novas formas de comunicação sociais como são e possibilitar a aprendizagem através de seus conceitos pode ser trabalhoso para educandos e educadores, mas suas abordagens podem trazer algo novo se soubermos filtrar as situações inesperadas e usar as novidades á favor da educação.
 
 
 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Texto coletivo _ uma ideia.

Texto elaborado com o sorteio de palavras:


Circo
Pipoca
Risada
Carro
Moto
Choro
Gargalhada
Refrigerante
Fumaça
Fotografia
Parque
Portão
Violão
Piano
Tapete
Lâmpada
Maleta
Calça
Sobrancelha
Cabelo
Casa
Ônibus
Escola
Palhaço
Mãe
Chocolate
Fone
Colar
Escova
Meia
Chapéu
coelho


O vídeo a seguir é um exemplo de produção coletiva a partir das palavras pintadas no quadro a cima:

Arquivo pessoal.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

03/04/19_Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura

  • Referência:
SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura. Educ. Soc., vol.23, n.81, p.143-160, dez.2002.

  • Considerações:
          Levando em consideração as diferenças relativas ao espaço da escrita e da leitura cabe pluralizar o termo letramento para letramentos.
         Embora o letramento seja considerado um termo novo na educação, seu papel já vem sendo percebido como fenômeno de diferentes caracterizações. "Logo, letramento são as práticas sociais de leitura e escrita e os eventos em que essas práticas são postas em ação, bem como as consequências delas sobre a sociedade."(p.144) Vai além da alfabetização.
          O letramento é definido como o antônimo de analfabeto. A palavra indica o estado de letrar. Uso da pratica social da leitura e da escrita. Mais que isso, este artigo surge junto à expansão da tecnologia e da internet, buscando compreender também o letramento na cibercultura.
          Para a compreensão das mudanças ocorridas da cultura do papel para a cibercultura, a autora nos apresenta os estudos realizados anteriormente com a contraposição de povos  de culturas ágrafas e de culturas letradas. Agora com a ocorrência de um novo letramento a ser internalizado.
          Para a análise das tecnologias tipográficas e digitais de leitura e escrita a autora considera dois aspectos: 

  •           os espaços de escrita
         No início, da história da escrita o espaço de escrita foi de uma tabuínha de argila, madeira, ou em pedra polida, depois papiro e pergaminho até chegar a pagina de papel e agora a tela do computador. O espaço usado para escrever, influencia a formatação da escrita que passa a ter extensão com a chegada da página, para produção e portabilidade de longos textos. Além da possibilidade de protocolos de leitura. Diferente da página de papel, o computador apresenta em sua "janela" uma ou mais páginas, permite rolar, ir e voltar em clics que permitem a leitura iniciar e terminar onde o leitor interessar-se, o hipertexto não exige uma leitura linear da esquerda para a direita e de cima para baixo.
          O hipertexto aproxima-se da forma como nossa mente pensa sem limites, pensamento por associações em rede,  para cada dado novo um novo pensamento. Os estudos comprovam a diferença nos processos de cognição com a influencia do letramento digital.
          O computador está mudando a forma da leitura, da escrita e da relação do leitor e escritor com o texto. É a substituição da impressão pela virtualização do letramento.


  •        os mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita.
         Antes da imprensa, os manuscritos eram privilégios de poucos e as cópias manuais nem sempre garantiam a originalidade, além disso os livros continham espaços em branco onde podiam ser acrescentadas notas do seu possuidor ou leitor.
          A tecnologia de impressão tornou a escrita estável, monumental e controlada. Também foi a tecnologia de impressão que difundiu a escrita, configurou o autor e constituiu o crime de cópia e plágio. Contudo, a forma como a impressão dos textos se dá, também muda a forma como acontece a leitura dos mesmo.
          O hipertexto a as portas para a impessoalidade do texto, ele pode ter autores que editam as publicações sem identificação específica. Estes textos não passam por revisões como os livros, podem ser modificados, relacionados ou interpretados de diversas formas. A tecnologia mudou também a forma de se saber.

          Letramentos, o plural
          "Diferentes tecnologias de escrita criam diferentes letramentos." (p.155) A pluralização da palavra faz-se necessária pela palavra escrita e pela comunicação visual, auditiva e espacial.


Disponível em http://nuted.ufrgs.br/oa/LetramentoDigital/modulo2.html mapa conceitual. Acesso em 04 Abr.2019.