BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento: revista e ampliada. 2 ed. Porto Alegre: Penso, 2015.
* Considerações:
Para falar sobre a relação entre ensino aprendizagem, Fernando Becker(2015) nos apresenta três diferentes formas de representá-la:
PEDAGOGIA DIRETIVA (S<-O) Polariza o aluno
Neste modelo o professor fala e o aluno escuta, o professor age assim pois acredita que o conhecimento é transmitido para o aluno.
O aluno é visto como tabula rasa onde o conhecimento deve ser introduzido, pois ao nascer ou a cada conceito novo, parte-se do zero, o sujeito é formada na medida em que o conteúdo vem do meio físico ou social.
O silencio que norteia a possibilidade de aula, reforça o autoritarismo do professor e forma o sujeito apto ao trabalho submisso, pois aprendeu a calar-se mesmo que discordando em situações onde suas opiniões, criatividade, curiosidade, reflexividade foram sucumbidas pelo modelo empirista que subordinou-se na escola.
Assim, ensino e aprendizagem não são ações complementares, aqui o professor ensina e o aluno aprende.
PEDAGOGIA NÃO DIRETIVA (S->O) Polariza o aluno
Em uma pedagogia não diretiva, o professor é um auxiliar do aluno, deixa-o fazer para que encontre sue próprio caminho. Nesse modelo o aluno já nasce com seu conhecimento ele só precisa de oportunidade para rechear seu conhecimento.
O professor deste modelo acaba sucumbido pela autoridade imposta pelos limites disciplinares da escola. E esse poder pode assumir "formas mais perversas que no modo explícito."
O modelo não diretivo, com fundamentação da epistemologia apriorista que coloca o aluno à frente da construção de seu próprio conhecimento, é encontrado em escolas particulares, legitimando, para esta proposta, que alunos bem sucedidos são aqueles que carregam uma capacidade inata para produzir com alta probabilidade seu conhecimento. Assim o déficit apresentado pelos marginalizados é justificado por sua carência cultural.
PEDAGOGIA RELACIONAL (S<-->O) Polariza a relação entre aluno e professor
Em uma sala de aula que utiliza este método, o professor tem um papel importante ao problematizar as situações que proporcionarão ao aluno a construção do conhecimento, partido de suas descobertas em relação às suas experiências. Para a construção deste conhecimento dois pontos são fundamentais: que o aluno assimile o material estudado e que acomode-se em relação a ele, no sentido de responder sozinho ou em grupo suas perturbações.
O professor construtivista não acredita que possa existir transmissão de conhecimento sem que haja atividade do aluno para assimilar tal conhecimento. "Professor e aluno determinam-se mutuamente, mediados pelos conteúdos."
O autor nos traz Piaget para nos lembrar que para este, a inteligência depende da memória mas também de ações coordenadas em níveis diferentes e não como uma máquina programada para atingir evoluções.
Neste modelo, o construtivismos, o sujeito (aluno) constrói-se a cada novo aprendizado, ao assimilar algo ele passa a ser um novo sujeito, agora constituído da soma do que era com o que acabou de aprender, sem deixar de ser o sujeito anterior. A sucessão de aprendizados, torna o sujeito apto á novos níveis de conhecimento.
Não pode-se confundir o construtivismo como algo revolucionário que acabará com a disciplina escolar. Defende-se a criação de regras de disciplina e convivência onde o ambiente propicie a construção do conhecimento, pois "só se aprende o que é recriado para si". Aluno e professor buscam as respostas para as perguntas que norteiam a busca pelo mundo que se quer ter.
O professor deste modelo acaba sucumbido pela autoridade imposta pelos limites disciplinares da escola. E esse poder pode assumir "formas mais perversas que no modo explícito."
O modelo não diretivo, com fundamentação da epistemologia apriorista que coloca o aluno à frente da construção de seu próprio conhecimento, é encontrado em escolas particulares, legitimando, para esta proposta, que alunos bem sucedidos são aqueles que carregam uma capacidade inata para produzir com alta probabilidade seu conhecimento. Assim o déficit apresentado pelos marginalizados é justificado por sua carência cultural.
PEDAGOGIA RELACIONAL (S<-->O) Polariza a relação entre aluno e professor
Em uma sala de aula que utiliza este método, o professor tem um papel importante ao problematizar as situações que proporcionarão ao aluno a construção do conhecimento, partido de suas descobertas em relação às suas experiências. Para a construção deste conhecimento dois pontos são fundamentais: que o aluno assimile o material estudado e que acomode-se em relação a ele, no sentido de responder sozinho ou em grupo suas perturbações.
O professor construtivista não acredita que possa existir transmissão de conhecimento sem que haja atividade do aluno para assimilar tal conhecimento. "Professor e aluno determinam-se mutuamente, mediados pelos conteúdos."
O autor nos traz Piaget para nos lembrar que para este, a inteligência depende da memória mas também de ações coordenadas em níveis diferentes e não como uma máquina programada para atingir evoluções.
Neste modelo, o construtivismos, o sujeito (aluno) constrói-se a cada novo aprendizado, ao assimilar algo ele passa a ser um novo sujeito, agora constituído da soma do que era com o que acabou de aprender, sem deixar de ser o sujeito anterior. A sucessão de aprendizados, torna o sujeito apto á novos níveis de conhecimento.
Não pode-se confundir o construtivismo como algo revolucionário que acabará com a disciplina escolar. Defende-se a criação de regras de disciplina e convivência onde o ambiente propicie a construção do conhecimento, pois "só se aprende o que é recriado para si". Aluno e professor buscam as respostas para as perguntas que norteiam a busca pelo mundo que se quer ter.
![]() |
| Tabela apresentada nas Considerações Finais do artigo. |

Nenhum comentário:
Postar um comentário